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Jornada Mundial da Juventude (JMJ)

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História

 

TEMA: Ide e fazei discípulos entre todas as nações (Mt 28,19)

O Papa Francisco reuniu os jovens em “seu” continente. Eles chegaram a um país cheio de contrastes. Um país onde um carnaval barulhento ocorre em lugares de miséria, e cidadãos que formam a maior nação católica do mundo lutam todos os dias contra uma lei hostil à proteção da vida. Assumindo o tema missionário do encontro, o “Dias nas Dioceses” se tornou a “Semana Missionária”. Em seus ensinos, o Santo Padre lembrou aos jovens que eles não podem se tornar missionários sem primeiro serem discípulos de Cristo. Na história da edição, ficarão marcados os testemunhos da aceitação generosa dos peregrinos pelos moradores da cidade, em especial de residentes das comunidades mais pobres; assim como a visão da Praia de Copacabana, que ficou lotada de jovens até a beira do oceano. Foi nessa mesma praia que Francisco encorajou a juventude: “Ide, sem medo, para servir!” – e convidou a todos para a próxima edição em Cracóvia.

HINO: Esperança do Amanhecer

 

A Jornada Mundial da Juventude no Rio foi a primeira participação do Papa Francisco, e sua primeira viagem internacional como pontífice.

TEMA: Arraigados e edificados em Cristo, firmes na fé (Col 2,7)Durante a Jornada Mundial da Juventude, uma onda de protestos varreu a capital espanhola; ilustrando não somente as dificuldades sociais e econômicas, mas também a crise de fé do Velho Continente. Em resposta, durante a missa de abertura, o Cardeal Stanislaw Rylko insistiu que os jovens peregrinos são chamados a dar, à Europa perdida, um testemunho “de fé, que é possível”. Papa Bento XVI também encorajou os jovens a lutar pela fé contra as ameaças do mundo moderno. “Então não guardem Cristo para vocês! Comuniquem a alegria de vossa fé aos outros!”, disse ele na missa no aeródromo em Cuatro Vientos. No mesmo aeródromo, uma violenta tempestade caiu na Vigília de sábado, mas que não conseguiu diminuir o entusiasmo dos peregrinos que rezaram e se alegraram, até que a chuva e vento pararam pouco antes do início da adoração ao Santíssimo Sacramento, com a presença do Papa Bento XVI.HINO: Firmes en la Fe.
  No final da JMJ de Madri o encontro vocacional do Caminho Neocatecumenal reuniu cerca de 200 mil pessoas. Durante o encontro, Kiko Arguelo disse aos jovens: “se algum de vocês, irmãos e irmãs, sentirem que Deus te chama a dar sua vida a Cristo, levante-se”. Então, cerca de cinco mil rapazes e três mil garotas levantaram-se e aproximaram-se dos bispos para uma bênção ao caminho para suas vocações.
TEMA: Recebereis a força do Espírito Santo,
que virá sobre vós e sereis minhas testemunhas (At 1,8)A “Jornada Mundial da Juventude dos antípodas”, no extremo oposto do centro do mundo ocidental, foi um desafio aos organizadores. Não somente por causa da grande distância que os peregrinos tiveram que percorrer, mas porque foi realizada em um país onde apenas 26% da população se identificam como católica. Cerca de um quarto deles são aborígenes, habitantes nativos da Austrália, que vivem à margem da sociedade australiana. Durante a celebração da JMJ, sua presença foi constantemente destacada. Eles saudaram os peregrinos e o Santo Padre com a tradicional procissão sobre a água. O papa também os mencionou em seus discursos. Embora a JMJ de Sidney tenha acabado por ser uma das menores da história das Jornadas, resultou em um grande avivamento para a igreja local. Foi percebido o convite do Papa Bento XVI aos jovens, para se tornarem os “profetas de uma nova era” e também para aspirar à santidade: “Graças à ação do Espírito, possam os jovens aqui reunidos para a Jornada Mundial da Juventude ter a coragem de se tornar santos! Isto é o que o mundo precisa, mais do que qualquer outra coisa”.HINO: Receive the Power.
  

  O formato moderno e multimídia da JMJ, com um total envolvimento nas redes sociais, como canal no Youtube e página no Facebook, começou em Sidney.

TEMA: Viemos adorá-lo (Mt 2,2)Ela foi convocada pelo Papa João Paulo II e presidida depois pelo Papa Bento XVI, assim chamada “a primeira JMJ de dois papas” pelo Cardeal Joachim Meisner. Após a morte de João Paulo II, muitos se perguntaram se a juventude ouviria o próximo sucessor de São Pedro com igual carinho, e como o papa se abriria ao diálogo com ela. No entanto, jovens de 197 países vieram à Colônia. Lá, além da participação nos eventos “tradicionais” da JMJ, os jovens fizeram uma peregrinação à Catedral, em que as relíquias dos Três Reis Magos estão guardadas. Foi também onde o Papa Bento XVI, inspirado pelo tema do encontro, deu aos peregrinos um presente que ainda hoje permanece nas JMJ: a adoração ao Santíssimo Sacramento na Vigília de sábado.HINO: Venimus adorare eum.
  Apesar de ser a primeira JMJ sem a presença física de João Paulo II, ele estava presente não só na mente dos peregrinos, mas também na forma de um grande retrato exposto em frente à Catedral de Colônia. Este retrato foi feito de centenas de milhares de imagens de jovens de todo o mundo.
TEMA: Vós sois o sal da terra…
Vós sois a luz do mundo (Mt 5, 13-14)A edição no Canadá aconteceu sob a sombra dos ataques aos prédios do World Trade Center, localizado há apenas 550 km, em Nova Iorque. Seis meses depois dos ataques, os jovens levaram ao local da tragédia a Cruz da JMJ, que pela primeira vez cruzou todas as dioceses canadenses, preparando o país para a Jornada. Também houve inovações: pela primeira vez o nome “Festival da Juventude” foi utilizado. E para os peregrinos e moradores de Toronto uma experiência inesquecível foi também o mistério da Via-Sacra, organizado nas ruas de um dos bairros comerciais. O Santo Padre não só explicou aos peregrinos a profundidade das bênçãos evangélicas, mas também, ao final do encontro, passou a tarefa: “Vocês são a nossa esperança. Os jovens são a nossa esperança. Não deixem que essa esperança morra! Apostem suas vidas Nele! Nós não somos a soma de nossas fraquezas e fracassos; nós somos a soma do amor do Pai por nós e nossa real capacidade de tornar-se a imagem de seu Filho”.HINO: Light of the World
  

Esta edição fica na memória de muitos jovens como a última presidida por João Paulo II.

TEMA: E o Verbo se fez Carne e habitou entre nós (Jo 1, 38-39)Quando a Igreja celebrou o Grande Jubileu do Ano 2000, o papa convidou os jovens à Roma e escolheu como o tema, como explicou, “a frase com que o apóstolo João descreve o profundo mistério de Deus feito homem: ‘O Verbo se fez carne, e habitou entre nós’”. Ele falou para o público: “Queridos amigos, no alvorecer do terceiro milênio eu vejo em vocês os ‘sentinelas da manhã’”, e lembrou-lhes que é impossível ser uma testemunha da fé, sem ter raízes nela. Portanto, no limiar do novo milênio, os participantes da JMJ viajaram por Roma seguindo os passos dos primeiros cristãos: eles fizeram peregrinações ao túmulo de São Pedro, confessaram sua fé no Circo Máximo, onde os cristãos dos primeiros séculos morreram por causa da fé, e se reuniram em frente da Basílica Lateranense, o primeiro templo cristão, para ouvir o testemunho pessoal de fé, feito pelo papa.HINO: Emmanuel
  Durante esta JMJ, pela primeira vez os peregrinos tiveram a companhia do ícone da Santa Mãe de Deus “Salus Populi Romani”, reverenciado em Roma por mais de 15 séculos. Também foi no ano 2000, que uma catequese no caminho foi dada pela primeira vez.
TEMA: Mestre, onde moras?
Vinde e vereis (Jo 1,38-39)Apesar de somente um ano antes da celebração do Jubileu de 1500 anos do batismo da França, foi um símbolo da crise de fé na Europa. A preparação do encontro da juventude foi acompanhada pelo eco de uma questão dramática, a qual o Papa João Paulo II perguntou em Paris, em 1985: “França, filha mais velha da Igreja, o que você têm feito com seu batismo?”. Organizadores temiam que poucos jovens respondessem ao convite do papa para a JMJ. No entanto, os Atos Centrais reuniram quase três vezes mais peregrinos do que o esperado. A visão dos jovens lotando o Hipódromo de Longchamp e os 36 quilômetros de uma “corrente de jovens”, que envolveu Paris, foram testemunhos de fé que marcaram a história. Além disso, o encontro de Paris trouxe algumas novidades que são importantes partes da JMJ hoje: o Dia nas Dioceses – iniciada com o objetivo dos peregrinos compartilharem sua fé por todo o país; o serviço voluntário da juventude – para não cair na tentação de “profissionalizar” demais o evento; e a programação pastoral-cultural, hoje chamada de Festival da Juventude, que permite a promoção de muitos talentos, espirituais e artísticos, da juventude do mundo.HINO: Maître et Seigneur, venu chez nous
  

Durante o encontro do Papa com a juventude em Paris, em 1997, mais de meio milhão de jovens deram-se as mãos, criando a chamada “corrente de fraternidade”, envolvendo a capital da França.

TEMA:Tal como o Pai me enviou, eu vos envio (Jo 20, 21)Desta vez, a JMJ foi parte da visita papal para o maior e menos evangelizado continente. Para o lugar de encontro com os jovens, o papa escolheu as Filipinas, o único país católico da Ásia. Este país luta todos os dias contra a grande pobreza e os muitos problemas sociais. Entre outros momentos guardados na memória dos participantes está a cerimônia de boas-vindas para o Papa, quando a juventude perguntou-lhe quatro questões: “O que você espera de nós, anunciando a JMJ?”, “Por que você nos pediu para atravessar o mundo inteiro?”, “Será que temos cumprido suas expectativas?” e “O que mais devemos fazer?”. O Papa João Paulo II não só respondeu, mas entrou em um diálogo espontâneo com os jovens, intercalado com cânticos, que continuou na noite seguinte. E, durante a Missa de Missão, ele assegurou-lhes: “Como Jesus vos envia? (…) Ele dá-lhes, em vez disso, graça e verdade. Ele vos envia com a mensagem poderosa de seu mistério pascal, com a verdade da Cruz e da Ressurreição. Isso é tudo o que ele lhes dá, e isso é tudo que você precisa”.HINO:Tell the Word of His love
  

Esta foi a maior JMJ em número de participantes, com mais de quatro milhões de peregrinos.

TEMA: Eu vim para que tenham vida,
e a tenham em abundância (Jo 10,10)Durante uma época em que muitos jovens de todo o mundo sonhavam sobre o “sonho americano” e ter uma vida próspera, o papa convidou-os para uma cidade no centro dos Estados Unidos. Para os jovens da politicamente instável Europa, a nação parecia o “Estado ideal”. Lá, João Paulo II recordou aos peregrinos que a fonte de uma vida feliz é a fidelidade a Jesus, ao invés de bens materiais. Ele ressaltou os atuais problemas do mundo, que em anos anteriores tinha sofrido profundas mudanças políticas e sociais. O resultado deste encontro foi, entre outras coisas, o início do Movimento dos Corações Puros, proclamando que o “Verdadeiro Amor Espera”, e a inclusão da Via-Sacra na programação oficial da JMJ. Os peregrinos voltaram para seus países de origem inspirados pelas palavras do Papa: “Não tenham medo de sair nas ruas e em locais públicos, como os primeiros apóstolos que pregavam Cristo e a Boa Nova da salvação nas praças das metrópoles, cidades e aldeias. Não é o momento para se envergonhar do Evangelho. É o momento de o anunciar sobre os telhados”.HINO: One Body
  

Foi em Denver que a grande Via Sacra da Juventude aconteceu pela primeira vez nas ruas da cidade. Ali se estabelecia uma nova tradição da JMJ.

TEMA: Vós recebestes um Espírito de filhos (Rom 8,15)Esta foi a primeira Jornada Mundial da Juventude em um local da Europa que havia sido libertado do comunismo. Para o Santo Padre, o encontro com a juventude era uma parte de sua quarta peregrinação à sua terra natal, a Polônia. Para muitos jovens peregrinos, o ponto culminante do evento foi a peregrinação a pé para Jasna Góra, que faz parte de uma tradição polonesa que remonta ao século XVII. Foi um sinal de mudança política o fato de cerca de 100 mil pessoas da Europa Oriental fossem capazes de ir “para o Ocidente” pela primeira vez e participar da JMJ. Por isso, olhando para os peregrinos reunidos aos pés do Santuário de Nossa Senhora, Rainha da Polônia, João Paulo II disse: “Por fim, a Igreja na Europa pode respirar livremente ambos os pulmões”. Na mensagem para este encontro, o Papa explicou que ele escolheu Jasna Góra, porque, aos pés da Mãe de Jesus, os jovens são capazes de experimentar o que uma “filiação” é e, no final da JMJ, em sua presença, ele anunciou um ato de consagrar a juventude de todo o mundo para a Mãe de Deus.HINO: Abba Ojcze
  

O hino oficial desta edição, “Abba Pai”, tornou-se uma música popular entoada por sucessivas gerações de fiéis ao redor do mundo.

TEMA Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (J14,6)Quando a Europa estava passando por transformações políticas e seus habitantes foram confrontados com perguntas sobre o seu futuro e identidade, João Paulo II levou a juventude de todo o mundo para a mais antiga rota de peregrinação europeia. Ele disse aos peregrinos: “No túmulo de São Tiago, queremos aprender que a nossa fé tem fundamentos históricos; não é algo vago e transitório”. Um dos fatos simbólicos da edição foi a decisão espontânea dos jovens, durante a missa de domingo, para recolher dinheiro para ajudar as pessoas da Bolívia, Índia e Tanzânia.HINO: Somos los jóvenes del 2000
  

O Papa, com cajado de peregrino e chapéu, percorreu a última parte do Caminho de Santiago a pé.

TEMA: Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós
e confiamos nesse amor (1 Jo 4, 16)A segunda Jornada Mundial da Juventude também foi a primeira realizada fora da Itália e fora da Europa. O Papa João Paulo II escolheu Argentina lutando com as consequências do regime sangrento da ditadura militar e da teologia da libertação, e muitos elementos deste encontro foram explicações simbólicas da essência da Jornada Mundial da Juventude. Primeiro de tudo, era o momento. Apesar de o encontro em Buenos Aires ser o último a ser realizada no Domingo de Ramos, foi um lembrete de que o plano papal é convidar os jovens a explorar o Mistério da Redenção. Em segundo lugar, a definição de juventude. Explicando o tema do encontro, o Papa disse: “Naquelas palavras ressoa o testemunho pungente do que nos referimos como a juventude cristã de espírito, que é a constante preservação da fidelidade ao amor de Deus. A união com Deus nos permite todos os dias crescer nesta juventude”. Em terceiro lugar, foi a fórmula. A edição em Buenos Aires foi inteiramente baseada em um diálogo entre o Papa e os jovens.HINO: Un nuevo sol
  

O discurso do papa foi baseado em 21 questões propostas pela juventude, e as celebrações foram acompanhadas de numerosas performances, em que os jovens expressaram dificuldades, preocupações e esperanças da vida cotidiana.

TEMA: Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.

(1Pd 3, 15 – mensagem do Santo Padre João Paulo II aos jovens por ocasião do Ano Internacional da Juventude)

Embora o primeiro encontro tivesse uma dimensão diocesana, esta foi a primeira Jornada Mundial da Juventude “contabilizada”. Em sua homilia, o Papa João Paulo II explicou aos jovens o que, de acordo com o seu plano, deve ser a Jornada Mundial da Juventude, tanto na dimensão diocesana como internacional. Ele disse: “Hoje vocês estão aqui de novo, queridos amigos, para começar, em Roma, na Praça de São Pedro, a tradição da Jornada Mundial da Juventude, a celebração a que toda a Igreja é convidada. (…) A Jornada Mundial da Juventude significa apenas isso, ir ao encontro de Deus, que entrou para a história do homem por meio do Mistério Pascal de Jesus Cristo. Ele entrou de uma forma que não pode ser desfeita. E ele deseja conhecê-lo acima de tudo”.

Foi neste ano que o caminho das JMJ começou oficialmente.

A criação da Jornada Mundial da Juventude foi outro exemplo da preocupação de João Paulo II em relação aos jovens, expressada desde os primeiros momentos de seu pontificado. Assim como durante o início de seu pontificado, ele disse aos jovens: “Vocês são o futuro do mundo, vós sois a esperança da Igreja, vocês são a minha esperança”. Quando, em 13 de março de 1983, ele abriu o Centro de Jovens de San Lorenzo, no Vaticano, e duas semanas mais tarde, inaugurou o Extraordinário Ano Santo do Jubileu da Redenção, ele aceitou dos jovens do Centro a cruz de madeira que se tornou um símbolo do Ano Santo. No final das celebrações do Domingo de Ramos, 22 de abril de 1984, ele pediu aos jovens para carregar esta cruz por todo o mundo como um sinal da redenção e do testemunho de sua fé. A juventude assumiu este pedido. Além disso, ela respondeu ao convite do Papa, que os chamou a Roma, em 1985, para um encontro, por ocasião do Ano Internacional da Juventude, instituído pela Organização das Nações Unidas. Entre outros fatores, estes eventos inspiraram o Santo Padre a se envolver em encontros regulares com os jovens. Ele explicou a sua importância para os funcionários da Cúria Romana durante a véspera de Natal: “Todos os jovens devem sentir o cuidado que a Igreja tem para com eles. Portanto, toda a Igreja, em união com o sucessor de Pedro, deve ser cada vez mais engajada em um nível global aos cuidados com a juventude, em resposta às suas ansiedades e preocupações e as suas receptividade e esperanças. Temos de tentar corresponder às suas expectativas, e nós devemos comunicar a certeza de que é Cristo, a Verdade que é Cristo, e o amor que é Cristo. E nesta preocupação privilegiada, que a Igreja dirige em direção a eles, os jovens precisam encontrar uma prova de que eles importam muito, porque eles valem muito a pena. A sua vida é valiosa para a Igreja”.

Fonte: http://www.krakow2016.com/

A Cruz da Jornada Mundial da Juventude

A Jornada Mundial da Juventude é acompanhada por seus dois símbolos: A Cruz do Ano Santo e o Ícone da Virgem Protetora do Povo Romano ( Salus Populi Romani). Durante a Jornada Mundial da Juventude os símbolos estão presentes no lugar dos Atos Centrais. Durante o período da preparação peregrinam pelo país organizador do encontro. Os símbolos ensinam as seguintes gerações de jovens qual é o verdadeiro objetivo da Jornada Mundial da Juventude: conhecer mais profundamente a Cristo no Mistério da Redenção e entregar a vida à Mãe de Deus.

A CRUZ

A cruz de madeira, hoje conhecida com a ” Cruz da Jornada Mundial da Juventude” foi fabricada 1983 por ocasião do inicio do Ano Santo da Redenção (25.03.1983 – 22.04.1984). Durante a celebração da abertura do Ano Santo, os jovens entraram com a dita Cruz na Basílica de São Pedro na qual permaneceu todo o Jubileu. Foi colocada junto ao sepulcro de São Pedro e estava presente nas celebrações acompanhando os grupos de peregrinos que visitavam o Vaticano. Entre eles não faltavam os jovens: representante dos movimentos e comunidades que juntos responderam o convite do Santo Padre.

Foram eles que pediram ao Papa que lhes a entregassem após o término das celebrações. O Santo Padre atendeu ao pedido e no Domingo da Ressurreição lhes entregou a Cruz do Jubileu com as seguintes palavras:
  “Confio a vocês mesmos o sinal deste ano Jubilar. A Cruz de Cristo!      Levada pelo mundo como sinal do amor do Senhor à humanidade e    anuncia que somente em Cristo morto e ressuscitado existe salvação e  redenção.”


São João Paulo II, 22.04.1984

  Este acontecimento foi o começo não somente da peregrinação da Cruz por todo o mundo, mas também o anúncio da Jornada Mundial da Juventude, ou seja, o encontro durante o qual os jovens, que em primeiro lugar experimentam pessoalmente o mistério da redenção do homem e logo a levam pelo mundo com seus conterrâneos, famílias e compatriotas. Por isso a primeira Jornada Mundial da Juventude (até hoje a Jornada da Juventude nas dioceses) se celebra no Domingo de Ramos, como entrada da Páscoa.

A princípio os jovens levaram a cruz para sua casa, quer dizer, ao Centro de São Lourenço, a casa dos jovens fundada por São João Paulo II no Vaticano. A cruz permanece aí de maneira fixa e a partir daí, é levada pelos jovens, saindo de viagem. Primeiro ao Dia dos Católicos na Alemanha(1984) e logo a outros países europeus. Em 1987 em Buenos Aires teve lugar a II Jornada Mundial da Juventude (a primeira foi na Itália) e aquele então pela primeira vez levaram a cruz fora da Europa dando o começo da sua peregrinação por todo o mundo.

Até hoje em dia, a cruz esteve em todos os continente incluindo os países de guerra e conflito. Os jovens a levam tanto aos santuários e lugares de culto como as partes que necessitam diariamente dos testemunhos de fé. Junto a ela rezaram no lugar do atentado ao Word Trade Center em Nova York e em Ruanda que lutava contra os efeitos da sangrenta guerra civil. Visitou a sede da ONU como também as pequenas escolas, hospitais e cárceres.

Desde 14 de abril de 2014 a Cruz com o ícone da Virgem Salus Populi Romani peregrinam pelas dioceses da Polônia preparando-os para a Jornada Mundial da Juventude.


O ícone da Nossa Senhora Salus Populi Romani

 

ÍCONE
O ícone da Nossa Senhora Salus Populi Romani pertence a imagem da Virgem venerada de maior devoção na Itália. O apelido Salvadora do povo romano remonta sua origem aos acontecimentos dos finais do século VI, quando os habitantes de Roma sofriam por causa de uma peste. No ano 590 o papa Gregório Magno levava esta imagem da Virgem, precedendo a uma procissão suplicante pela salvação da cidade. Em algum momento visualizou um anjo no céu que estava escondendo a espada do castigo. Em pouco tempo, a peste cessou.

Hoje em dia, o ícone, famoso por suas graças, se encontra na basílica Santa Maria Maggiore, onde os romanos reúnem-se para rezar por muitas intenções. O papa Francisco também começa e termina suas peregrinações, visitando a Santa Maria Maior.

Nossa Senhora de Salus Populi Romani apareceu na Jornada Mundial da Juventude pela primeira vez no ano de 2000, quando a réplica do ícone encontrou-se junto ao altar papal instalado em Tor Vergata.

Três anos depois, durante a Jornada Mundial da Juventude celebrada a nível diocesano, o Papa animava os jovens para que se aproximassem mais de Jesus por intermédio de sua mãe. Em sua homilía na Jornada Mundial da Juventude de 2003 explicou: ” A Virgem Maria nos é dada para ajudar-nos a entrar em um contato mais sincero e pessoal com Jesus. Com seu exemplo ensina como olhar com amor a ELE que nos amou primeiro.” Foi durante este encontro quando o Papa presenteou a juventude com a réplica do ícone para que viajasse junto a Cruz por todo o mundo. Ao mesmo tempo, com este gesto comunicou seu testemunho: o lema “totus tuus”, que se transmite para as seguintes gerações de jovens com a ajuda de Nossa Senhora da Jornada Mundial da Juventude.

 

 A ideia da JMJ

O que é a JMJ?
A Jornada Mundial da Juventude é um encontro internacional dos jovens do mundo inteiro juntamente com seus catequistas, sacerdotes, bispos e o Papa, que se reúnem em um mesmo lugar para professar sua fé em Jesus Cristo.
Quem é o seu autor?
O fundador e o primeiro anfitrião da JMJ foi São João Paulo II, que convidou os jovens à Roma (1984, 1985, 2000), Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997) e Toronto (2002).
JMJ – o Papa e os jovens juntos:
Depois da morte de João Paulo II, foi o Papa Bento XVI que decidiu continuar esse belo diálogo entre a Igreja e os jovens. Presidiu então, os encontros em Colônia (2005), Sidney (2008) e Madri (2011). Graças a esse serviço de Bento XVI os jovens de todo o mundo continuam a adorar a Cristo que nos faz ver a alegre e jubilosa parte da Igreja, a qual é tão importante para o mundo de hoje.
Em julho de 2013 (Rio de Janeiro), foi o Papa Francisco que encontrou com os jovens e anunciou que o próximo encontro aconteceria em 2016 em Cracóvia na Polônia.
Encontros:
Os primeiros dois encontros (1984, 1985), organizados por ocasião do Aniversário Extraordinário da Redenção (1983, 1984) e o Ano Internacional da Juventude (1985) não eram, ainda, a Jornada Mundial da Juventude. No entanto, esses encontros deram ao Papa João Paulo II uma ideia para começar com essa santa iniciativa que dura até os dias de hoje.
Começo da JMJ:
No dia 20 de Dezembro de 1985 estabeleceu-se a JMJ. Foi durante um encontro de Natal que João Paulo II disse aos Cardeais e aos trabalhadores da Cúria Romana que queria que a JMJ fosse organizada cada ano no Domingo de Ramos como encontros diocesanos. Entretanto, a cada dois ou três anos deveria ocorrer como encontro internacional em um lugar escolhido por ele mesmo.
Comunidade, formação e alegria de fé:
O objetivo da JMJ é viver por alguns dias em comunidade da Igreja, escutar a Palavra de Deus, participar dos Sacramentos de Confissão e Eucaristia e proclamar a alegria de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.
Símbolos da JMJ: a Cruz e o Ícone
Os jovens são acompanhados por dois sinais especiais presenteados por João Paulo II – a Cruz da JMJ e o Ícone da Santa Mãe de Deus Salus Populi Romani. Estes sinais não estão com os jovens somente durante a JMJ, mas todo o tempo viajam pelo mundo acolhendo cada dia centenas, até mesmo milhares de pessoas na oração e adoração.
No Domingo de Ramos, 13 de Abril de 2014, em Roma, o Papa Francisco entregou os sinais aos jovens polacos e assim iniciou-se a peregrinação da Cruz e o Ícone pelas dioceses da Polônia e por outros países do Leste Europeu.

 

JMJ – Um encontro com tema:
Cada JMJ exige uma boa preparação do conteúdo que os jovens irão meditar em grupos por alguns dias. O tema de cada encontro é escolhido pelo Santo Padre que envia aos jovens uma mensagem.
Durante a JMJ, o conteúdo vai sendo aprofundado nos encontros chamados Tríduo de Catequeses.
Quanto tempo dura a JMJ?
É um encontro de alguns dias. Atualmente a JMJ tem duas partes: a primeira são os Dias nas Dioceses, quando os jovens visitam várias partes do país escolhido para o encontro. A segunda parte são os Atos Centrais, ou seja, a estadia dos peregrinos na cidade principal.
Qual é o objetivo dos Dias nas Dioceses?
A estrutura dos Dias nas Dioceses dependem muito do estilo de cada diocese. É um tempo para conhecer, integrar-se aos demais, conhecer a cultura da região. Nessa etapa se organiza muitas excursões turísticas, diversões e também eventos sociais e projetos preparados pelos organizadores.
Como é a estrutura de toda a semana da JMJ?
Depois dos Dias nas Dioceses, todos os peregrinos vão para a dioceses escolhida pelo Santo Padre como o lugar dos Atos Centrais. Os jovens ficam ali uma semana. A segunda-feira é o dia da chegada, na terça-feira todos participam da cerimônia de inauguração. Terça, quarta e quinta podem participar das catequeses e do Festival da Juventude. No sábado todos vão para o lugar da Vigília para o encontro com o Papa. E no domingo acontece a Santa Missa que encerra a JMJ. O importante nos Atos Centrais são as áreas como as Áreas de Reconciliação (Confissão) e a Feira Vocacional.
Nota importante:
A participação na JMJ não dura somente duas semanas, mas é importante lembrar que se necessita de um longo período de preparação espiritual e de organização . A participação na JMJ começa com a decisão de ir à Cracóvia e termina depois de cumprir a missão que surge do tema dos encontros.
Quantas pessoas participam da JMJ?
Em geral, nestes encontros há uma multidão de participantes. Em média, durante toda a semana, são centenas de milhares de pessoas, mas é um número que aumenta cada dia até chegar o sábado, ou seja, o dia do encontro com o Papa, até milhões de pessoas ou mais. Os encontros mais numerosos até os dias de hoje foram em Manila nas Filipinas (1995), onde vieram mais de 4 milhões de jovens e no Rio de Janeiro, Brasil (2013) – em Copacabana se encontraram mais de 3 milhões de peregrinos. Na Europa, o encontro mais numeroso foi em Roma (2000) quando em Tor Vegata junto com João Paulo II rezavam 2 milhões e 180 mil jovens.
Jovens e os que os acompanham:
Também muitos bispos e sacerdotes, monges e freiras, pessoas consagradas, clérigos, noviços e professores laicos participam dos encontros junto com os jovens. No último encontro na Europa (Madri 2011), vieram 800 bispos, 14 mil presbíteros e mil freiras.
JMJ – 2014-2016
XXIX JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE, 2014 nas Dioceses:
“Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.” (Mt 5,3)
XXX JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE, 2015 nas Dioceses:
“Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.” (Mt 5,8)
XXXI JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE, 2016 nas Dioceses e no Encontro Internacional em Cracóvia:
“Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.” (Mt 5,7)

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